Preso por estupro, treinador de futebol que se passava por mulher em rede social é condenado a 18 anos

Acusado induzia adolescentes a enviar fotos íntimas e os obrigava a ter relações sexuais. Ele vai também responder por estelionato.

0
106

 

Treinador de futebol fingia ser mulher, pedia fotos a alunos e os obrigava a fazer sexo — Foto: Reprodução/ TV Bahia
Treinador de futebol fingia ser mulher, pedia fotos a alunos e os obrigava a fazer sexo — Foto: Reprodução/ TV Bahia

O treinador de futebol e professor de educação física Gilberto Júnior Rocha da Silva, conhecido como “Juninho”, 28 anos, foi condenado por estupro – real e virtual – e estelionato. Ele estava preso desde o final de maio de 2018, pelos crimes cometidos em 2016, em Eunápolis, sul da Bahia.

Gilberto Júnior vai cumprir 18 anos, um mês e 10 dias de prisão, em regime fechado, no Conjunto Penal de Eunápolis. A condenação dele foi proferida na última quinta-feira (3).

Segundo a polícia, cinco testemunhas, com idades entre 13 e 16 anos, contaram que ele usava um perfil falso no WhatsApp, com foto de uma menina. Gilberto conversava com os adolescentes, se passando por garota, e fazia com que eles mandassem fotos e vídeos com conteúdos íntimos.

Depois, ele se encontrava com as vítimas e as chantageava. O acusado coagia os adolescentes para tocar nas partes íntimas e manter relações sexuais com ele, e ameaçava divulgar as fotos e vídeos caso os adolescentes negassem.

Na casa dele, onde a polícia ainda cumpriu mandados de busca e apreensão, foram encontrados material contendo imagens pornográficas dos alunos.