Vice-governador de MG recebeu R$ 15 milhões da JBS, diz Polícia Federal

Valores foram usados para atender interesses da empresa no Ministério da Agricultura. Parte do valor foi distribuída para MDB de MG

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Atos de vice-governador mineiro foram praticados quando ele era ministro da Agricultura
Atos de vice-governador mineiro foram praticados quando ele era ministro da Agricultura JAQUES DIOGO/O TEMPO/ESTADÃO CONTEÚDO – 28.03.2016

O vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade, preso nesta sexta-feira (9) pela Polícia Federal em mais um desdobramento da operação Lava Jato, é suspeito de receber R$ 15 milhões da JBS na época em que era ministro da Agricultura (2013-2014), com objetivo de atender aos interesses da empresa dentro do ministério.

A informação é da Polícia Federal, que deflagrou hoje a operação Capitu em cinco Estados. Foram cumpridos 62 mandados de busca e apreensão e 19 de prisão temporária em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso. Entre os presos estão dois executivos da J&FJoesley Batista (dono da empresa) e Demilton de Castro, além do ex-executivo Ricardo Saud.

O delegado Mario Veloso Aguiar, da PF de Minas Gerais, afirmou em entrevista coletiva que os R$ 15 milhões recebidos por Andrade foram distribuídos para parlamentares da bancada do MDB de Minas Gerais.

De acordo com as investigações, que correm em sigilo, os R$ 15 milhões eram parte de um total de R$ 30 milhões pagos inicialmente ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (MDB-RJ), que está preso em Curitiba (PR). O valor inicial teria sido pago pela JBS a pedido de Cunha para financiar a campanha dele à Presidência da Câmara dos Deputados em 2015.

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